Memória 4 Tempos

 

A partir da sexta-feira, 27 de maio, o canal da Fundação Cultural Badesc no Youtube divulga os dois primeiros mini documentários do projeto Memória em 4 Tempos, que apresenta artistas que expuseram nos últimos dois anos no Casarão em 2014 e 2015. O projeto tem direção de Eneléo Alcides (diretor geral da Fundação) em parceria com as cineastas Clarice Dantas, Karine Joulie e Sandra Alves, e é alusivo à celebração dos 10 anos da Fundação, completados em 28 de março.

 

Memória 4 Tempos apresenta: Paragens, de Manuela Costa Lima

Espaço 2, de 02 de julho a 31 de julho de 2015

A artista paulistana Manuela Costa Lima tem no caminhar o ponto de partida de grande parte de seus trabalhos. E foi no caminhar pela orla de Florianópolis que ela coletou pedras que formaram o conjunto de Paragens. As pedras foram gravadas com as coordenadas dos lugares de onde foram tiradas. Junto às pedras dispostas no chão do Espaço 2 da Fundação Cultural Badesc, foi instalado o Geopantone, uma escala de cores obtidas por imagens do Google Street View. Nesse caminho virtual pelo computador o olhar se concentra na linha do horizonte, lugar de repouso, paragem do olhar. A partir de aproximações máximas dessas imagens obtêm-se os planos de cor que compõe a sequência. Manuela CostaLima é artista visual formada pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo, onde vive e trabalha.

 

 

Memória 4 Tempos apresenta:Desenho de Monstro, 4ª edição – Coletiva

Jardins da Fundação, de 10 a 18 de setembro de 2015

Em sua 4ª edição, os artistas participantes tiveram o desafio de realizar suas obras em um espaço urbano sujeito às intempéries. Nas palavras da curadora, Adriana Maria dos Santos, “a relação que cada um fará com o monstruoso perpassa a condição temporal, o caráter perecível e a fragilidade do que é trazido à tona fora do ambiente fechado do atelier e da galeria”. Participaram desta mostra os artistas Clara Fernandes, Ricardo Ramos, Djuly Gava, Bruno Bachmann, Claudia Cárdenas e Rafael Schlichting, Adson Loth, Pablo Rodriguez Vence, Pama Krowczuk, Estevão Mattos, Yasminka Guimarães, Felipe Vernizze, Airton Perrone, Fabrício Manohead, Jonathan Belusso, Marta Martins, Lara Montechio, Yuri Bastos e Kelly Kreis Taglieber.

“Este projeto envolve artistas cuja direção do trabalho pessoal nem sempre têm o monstruoso como foco conceitual ou poético, as linguagens são variadas não tendo limitação neste aspecto. A curadoria é feita apenas como escolha dos participantes. A organização é colaborativa envolvendo os artistas e o único mote comum é a paixão pelo tema, seja de leitores de velhos quadrinhos, identificação com o monstro do cinema seja de que época for, com o feio, o diferente ou a conexão com o transgressor em si e no trabalho em arte. Trata-se de encontrar o monstro que habita a linha gráfica, cênica, sonora de cada um”, destaca Adriana.

 

 

Memória 4 Tempos apresenta: Extremos, de Tereza Bossler

Espaço 2, de 22 de outubro a 20 de novembro de 2015

Extremos tratou do fluxo cada vez maior de veículos nas grandes cidades, provocado pela ânsia de ocupar maior espaço em menor tempo, que faz com que os cidadãos se esqueçam de diminuir o ritmo e desacelerar. A instalação adquiriu um corpo que evocava o caráter efêmero da vida e dos objetos, a partir do vidro, perpetuando-se no meio de nós. Tereza Bossler cursa Artes Visuais na Universidade Federal do Paraná e é docente do ensino fundamental da Prefeitura Municipal de Piraquara (PR). A artista desmontou sua obra durante ação performática e a remontou nos Jardins da Fundação, onde permanecerá até se desintegrar.

 

 

Memória 4 Tempos apresenta: Execute-se, de Jonas Esteves

Espaço Fernando Beck, de 26 de junho a 25 de julho de 2014

Inspirada em seriados e desenhos animados da infância do artista, Execute-se é uma espécie de manual de instrução de projetos, com ideias, desenhos e ficções que escondem em seu íntimo a devoção pelas máquinas. Dividida em Esquemas de montagem, Máquina do tempo, Máquinas de apoio, Manutenção e suporte à vida e Robô companhia 1.0 estabelecem uma narrativa de ficção científica. Os Esquemas de montagem consistem em desenhos feitos em camadas de acrílico, com detalhes de projetos robóticos que se complementam em um domínio tridimensional. Nascido em São Paulo e formado em artes visuais pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), Jonas vive em Criciúma, onde trabalha com arte e tecnologia.

 

 

Memória 4 Tempos apresenta: Registros de uma quase infância, de Teresa Luzio.

Espaço Fernando Beck, de 28 de agosto a 19 de setembro

Instigando a percepção, pequenas unidades fílmicas são organizadas em folhas de impressão e sofrem intervenções plásticas, sendo digitalizadas logo em seguida e recompostas em sequência. O processo, semelhante ao found footage, conhecido em português como filme perdido, faz referência à metamorfose, conceituando algo que foi extraviado sendo alterado posteriormente.
Composta por dois ambientes – um de vídeos e outro de fotogramas – a exposição exige imaginação e memória do observador. As imagens foram dividas em três grupos – Introspecção / Extrospecção, Estudos para Sarles e Bosque, Praia, Dança, – e remetem a condição de mistério e distância.
Javier Di Benedictis é designer de imagem e som pela Universidade de Buenos Aires. O artista argentino se interessa principalmente por técnicas e tecnologias mistas. Trabalha com produções experimentais em territórios híbridos, onde entram em convivência elementos e linguagens de diferentes áreas. Vive em Florianópolis desde 2011.

 

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