International Uranium Festival em cartaz na Fundação Cultural Badesc

setembro 23, 2015 | CINECLUBE

Capa face (pra balançar isso aqui é) bombaO Cineclube da Fundação Cultural Badesc apresenta dos dias 5 a 7 de outubro (segunda a quarta-feira), a partir das 19h, o Internacional Uranium Festival que exibirá gratuitamente 11 filmes sobre energia nuclear. O Uranium Film Festival revive os 70 anos da primeira explosão de uma bomba nuclear, projeto secreto dos Estados Unidos (projeto Manhattan) e desenvolvido na área de testes de Trinity, em Los Alamos, no Novo México.
O Festival é realizado desde 2011 no Brasil. No ano seguinte, passou também a ser apresentado na Alemanha. Em 2013, os filmes passaram a ser apresentados em festivais nos Estados Unidos e Índia. No ano passado, o festival foi ampliado para a Jordânia e este ano está sendo realizado, além do Brasil e nos países citados, também no Canadá. A programação deste ano começou no dia 16 de julho, na Cinemateca, no Rio de Janeiro. A data foi escolhida em memória à explosão da primeira bomba atômica. Exatamente 21 dias após à primeira explosão atômica, no dia 6 de agosto de 1945, os Estados Unidos lançaram as bombas atômicas “Little Boy” (Menininho) sobre Hiroshima e, no dia 9 de agosto, “Fat Man” (Homem Gordo) sobre Nagasaki.
Debate
No dia 6 de outubro, às 15h a mesa “A educação ambiental diante do fim” com os especialistas Ana Godoy e Marcos Reigota complementa a programação.
O Festival é um evento do “Grupo Tecendo” do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Universidade Federal de Santa Catarina junto com International Uranium Film Festival Rio de Janeiro.
A Fundação Cultural Badesc está localizada à Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro de Florianópolis. As sessões são gratuitas e têm vagas limitadas.

O apoio financeiro do Internacional Uranium Festival são do programa Prodocência da UFSC, secretaria de Cultura da UFSC e Fundação Japão.

Programação e sinopses

Segunda-feira, dia 05/10, às 19h
A Sessão Bomba Atômica apresenta os filmes:
– Bombas atômicas no planeta terra (Atomic bombs on the planet earth). Países Baixos/Reino Unido, 2011, 12 min, multilingue. Produção: Change Performing Arts of Milan. Entre 1945 a 1989, as cinco potências nucleares explodiram 2201 bombas atômicas sobre a terra, produzindo destruição e contaminação radioativa, conhecida como “fall-out”. Um filme experimental que mostra todas as explosões atômicas com data e nome dos responsáveis.
– Hiroshima preces de uma mãe (Hiroshima a mother’s prayer). Japão, 1990, 30 min, português. Um filme de Hiroshima Peace Memorial Museum. O filme mostra os horrores da guerra e os efeitos devastadores da bomba atômica.
– 08:15 de 1945. Argentina/Brasil, 2012, 77 min, documentário, português.Direção de Roberto Fernández. 6 de agosto de 1945, às 8h15, os EUA jogam a bomba atômica contra a população civil da cidade de Hiroshima. Este documentário relata a vida de sobreviventes que vieram morar no Brasil. O filme é um trabalho do argentino Roberto Fernández, radicado em São Paulo, que se dedica a resgatar a voz e a memória dos sobrevientes de Hiroshima e Nagasaki residentes no Brasil.

Terça-feira, dia 06/10, às 19h:
– Terra Sagrada (Ground Zero/Sacred Ground). EUA, 1997, 9 min, Animação, sem diálogo. Diretora: Karen Aqua. No sudoeste dos Estados Unidos existe um importante sítio arqueológico dos povos indígenas pré-colombianos. Mais de 10 mil pinturas rupestres mostram a história do povo Jornada Mogollon que viveu entre 900 e 1400 DC. Há 35 milhas deste local, os Estados Unidos detonaram a primeira bomba atômica do mundo, em 16 de julho de 1945. O lugar desta primeira explosão nuclear é chamado de Ground Zero. A justaposição temporal deste local aponta para o contraste entre dois mundos: um que reverencia e vive em harmonia com o mundo natural, e outro que, na luta para controlar as forças da natureza, criou um meio para a sua destruição. Este filme de animação explora essas forças opostas e as relações e efeitos de um sobre o outro.
– Darkroom (Quarto Escuro). Alemanha, 2011, animação, 2 min, sem diálogo. Direção e produção Anna Luisa Schmid. Uma resposta à campanha nuclear de 2011, na Alemanha. Estamos assistindo um homem em sua rotina matinal que não sabe o que lhe afeta no outro lado do planeta. A energia elétrica está conectada em mão dupla à sua produção nuclear, às contaminações, à mineração e aos perigos.
– After the Day After (Depois do Dia Seguinte). EUA, 2011, vídeo arte, sem diálogo, 6 min. Direção Nathan Meltz. Um remake de animação sobre “O dia seguinte”, filme sobre o dia depois da guerra atômica.
– Visão Remota (Remote Viewing). França, 2012, Vídeo Arte, 5 min, poema de Dimitris Dimitriadis, música de Antropik & Raven (2012), em diálogo. Direção de Cris Ubermann. O filme faz parte de uma série de mini filmes da obra Dreams & Catastrophy, produzida em colaboração com Antropiksounds. O objetivo é ilustrar desastres recentes pela combinação de um imaginário poderoso com uma música profunda, trazendo um pensamento sobre a beleza invisível a e a solidão.
– Amalia. Estados Unidos, 2014, Animação, 15 min, legendas em português. Direção: David Harrison. Áudio espanhol e inglês, legendas em português. Uma mulher no purgatório é forçada a reexaminar o seu passado quando convidados inesperados chegam com a notícia de que Cuba explodiu. Essa é a leitura de Harrison sobre a história que ficou conhecida como “A crise dos mísseis em Cuba”.
– Pequeno Objeto A. Brasil, 2014, ficção, 16 min. Direção, roteiro e produção de Daniel Abib. Direção de fotografia: Isadora Relvas. Em algum momento no passado, uma bomba atômica explodiu e o mundo foi reduzido a cinzas. Shiro Ishio é um cientista que ajudou a desenvolver a bomba que extinguiu a vida na terra e agora está tentando entender as consequências disso.

Terça-feira, dia 06/10, às 20h a sessão Bombas Perdidas apresenta o filme Operação Flecha Quebrada. Acidente Nuclear em Palomares (Operación Flecha Rota. Accidente Nuclear en Palomares). Espanha, 2007, documentário, espanhol, 96 min, legendas em português. Direção José Herrera Plaza. Dois aviões americanos colidiram em janeiro de 1966 e caíram em Palomares (Almería), na Espanha. Dentro deles, quatro bombas poderosas de hidrogênio. Duas delas explodiram , o que fez com que o material radioativo se espalhasse sem controle devido ao vento forte.

Quarta-feira, dia 07/10, às 19h:
A sessão Energia Nuclear e Alemanha apresenta o filme: Silenciosamente para o desastre (Friedlich in die Katastrophe). Alemanha, 2012, 120 min. Direção Marcin El. O filme é homônimo do livro de Holger Strohm, que quando lançado na década de 1970, tornou-se a bíblia do movimento anti-nuclear. Especialmente feito para aqueles que pensam que a construção de usinas atômicas é algo imprescindível e demonstra o grau de desenvolvimento de uma nação. Aqueles que defendem este tipo de energia deveriam ser os primeiros a firmar um contrato de geração e oferecer a si próprios e também seus filhos e netos, como voluntários na limpeza do lixo atômico. Como ilustres irresponsáveis (para sermos educados), isso seria o mínimo diante da contaminação de todo o planeta.

Serviço:
O quê: International Uranium Festival
Data: 5 a 7 de outubro (segunda a quarta-feira), a partir das 19h
Local: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216 – Centro – Florianópolis.
Entrada Gratuita

O quê: Mesa de debate “A educação ambiental diante do fim” com Ana Godoy e Marcos Reigota
Quando: 6 de outubro, às 15h
Local: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216 – Centro – Florianópolis.
Entrada Gratuita

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