18 12 01 CORPOS VINCULANTES, Sérgio Canfield - exposição (41)

CORPOS VINCULANTES

SÉRGIO CANFIELD

CURADORIA DE ROSÂNGELA CHEREM

TODOS OS ESPAÇOS | DE 01 DE DEZEMBRO DE 2018 A 09 DE FEVEREIRO DE 2019

Mais de 200 trabalhos do artista ocupam os espaços da Fundação, onde se distribuem seus desenhos, pinturas, escritos, vídeos, fotografias, objetos e instalações divididos por tema/suporte/técnica. No Espaço Fernando Beck (Galeria), encontram-se retratos/corpos figurativos ou alusivos realizados em telas, pranchetas e cartolinas. No Espaço Paulo Gaiad (Biblioteca) estão expostos seus livros de artista, desenhos, notas e esboços, além de um vídeo. Já no Espaço Oficina (Laboratório) estantes e mesas expõe uma coleção de estranhas peças-lascas-órgãos. Entre um ambiente e outro há implementos-apetrechos, compostos por textos, ornamentos e objetos inoperantes. A maior parte dos trabalhos é inédita e pertencem ao acervo particular do artista. Sérgio Canfield nasceu no Paraná e hoje vive em Jaraguá do Sul. É artista e médico-cirurgião.

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APRESENTAÇÃO

Exposição Corpos Vinculantes, de Sérgio Canfield.
Exposição Corpos Vinculantes, de Sérgio Canfield.

Sérgio Canfield (Paranaguá, PR-1958) conta ter sido um menino que colecionava figurinhas e acumulava objetos que lhe pareciam peculiares, fazendo experimentos sem muitos interditos morais. Formou-se em medicina pela UFPR e especializou-se em cirurgia geral nos mesmos anos 80 em que desenvolveu um fazer artístico autodidata, passando a exercer suas atividades profissionais e a se apresentar em exposições coletivas e individuais entre PR e SC, concomitantemente. Seus desenhos, pinturas, escritos, vídeos, fotografias, objetos e instalações contêm entendimentos retirados de episódios testemunhados, protagonizados, percebidos e/ou lembrados. Buscando uma incansável experimentação, recusa o conforto do mero domínio técnico e privilegia um estado de protótipo ou esboço, onde o imperfeito e o incompleto se destacam. Entre os principais gestos que persistem em sua obra, estão os relacionados a cortar, amarrar, espremer, suspender, espetar, torcer, reverter. Há também uma compulsão pelos rascunhos e anotações, onde registra o comportamento humano com seus transtornos e peculiaridades. A partir de tais recursos o artista interroga a vida, a materialidade dos corpos e o destino dos mortais. Sobretudo, considera as diferentes camadas que vinculam os humanos às coisas e aos animais. Reconhecendo em cada forma e estrutura um corpo vinculante, relaciona o orgânico ao inorgânico, através de uma obstinada e proliferante criação de objetos- seres oriundos de materiais reaproveitados e metamorfoseados. A presente exposição ocupa todos os espaços da FUNDAÇÃO CULTURAL BADESC. No piso térreo encontra-se a GALERIA, onde são apresentados retratos figurativos ou alusivos, através de pinturas em tela, cartolina e prancheta, contrapostos a cabeças- anêmonas- medusas, feitas com fitas de VHS usadas em exames de laparoscopia. No piso superior encontra-se a BIBLIOTECA, cujos livros de artista estão dispostos em prateleiras com escritos e desenhos em estado de notas preliminares e contumazes, além de um vídeo com a foto de um corpo humano imóvel, sobreposto por um inseto agonizante. Em outra sala do segundo piso, encontra-se o LABORATÓRIO, em cujas estantes e mesas estão as naturezas- mortas com toda sorte de artificialias, tais como remédios vencidos, objetos desatualizados, êmbolos, toy art e conservas, compondo um conjunto inusitado e perturbador. Relacionando e complementando estes ambientes, pelas varandas, hall e corredores, além do jardim, encontram-se os implementos- apetrechos, compostos por textos, ornamentos e objetos inoperantes.

Rosângela Cherem | Curadora

CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO

A exposição reverberou na edição e publicação de catálogo organizado por Rosângela Cherem e Eneléo Alcides, disponível ao clicar na imagem acima.

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