16 10 27 HABITAR, João Aires - exposição (11)

HABITAR

JOÃO AIRES

ESPAÇO 2 | 27 E OUTUBRO A 24 DE NOVEMBRO DE 2016

O artista explora lugares de intimidade e de estar no mundo. Em uma das séries, solicita a diversas pessoas uma descrição oral pormenorizada de seus aposentos e materializa a representação desses depoimentos, transpassando técnicas de registro etnográfico e de retrato falado. O processo, pensado enquanto etapa exploratória de uma produção maior ou futura, constitui por si só uma obra instigante sobre a condição humana e o modo de vida contemporâneo. Em contraponto, outra série de pinturas remete a um universo onírico instaurado fortemente pela sua própria experiência em compartilhar por longo tempo de colégio interno um quarto com oitenta pessoas. João Aires é formado em Artes Plásticas e Intermédia pela Escola Superior Artística do Porto e Mestre em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia. Especializou-se em Arte Pública e Site Specific. Natural de Portugal, vive e trabalha em Florianópolis/SC.

Beds and hole, 2016. Nanquim e guache sobre papel 300g. Fonte João Aires.
Habitáculos, 2015. Nanquim e grafite sobre papel (1) Fonte João Aires.
Habitáculos, 2015. Nanquim e grafite sobre papel. Fonte João Aires.
Habitáculos, 2015. Nanquim e grafite sobre papel.
Nave, 2016. Nanquim e cera grafite sobre papel 300g. Fonte João Aires.
Exposição Habitar, de João Aires.
Exposição Habitar, de João Aires.
Exposição Habitar, de João Aires.
Exposição Habitar, de João Aires.
Exposição Habitar, de João Aires.
Exposição Habitar, de João Aires.
Exposição Habitar, de João Aires.
Exposição Habitar, de João Aires.
Exposição Habitar, de João Aires.
Exposição Habitar, de João Aires.
Exposição Habitar, de João Aires.
Exposição Habitar, de João Aires.
Exposição Habitar, de João Aires.
Exposição Habitar, de João Aires.
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Beds and hole, 2016. Nanquim e guache sobre papel 300g. Fonte João Aires.
Habitáculos, 2015. Nanquim e grafite sobre papel (1) Fonte João Aires.
Habitáculos, 2015. Nanquim e grafite sobre papel. Fonte João Aires.
Habitáculos, 2015. Nanquim e grafite sobre papel.
Nave, 2016. Nanquim e cera grafite sobre papel 300g. Fonte João Aires.
Exposição Habitar, de João Aires.
Exposição Habitar, de João Aires.
Exposição Habitar, de João Aires.
Exposição Habitar, de João Aires.
Exposição Habitar, de João Aires.
Exposição Habitar, de João Aires.
Exposição Habitar, de João Aires.
Exposição Habitar, de João Aires.
Exposição Habitar, de João Aires.
Exposição Habitar, de João Aires.
Exposição Habitar, de João Aires.
Exposição Habitar, de João Aires.
Exposição Habitar, de João Aires.
Exposição Habitar, de João Aires.
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APRESENTAÇÃO

Exposição Habitar, de João Aires.
Exposição Habitar, de João Aires.

Os apartamentos não são mais habitações criadas para os homens, mas sim máquinas de morar destinadas a guardar coisas: cada edifício é um armário, cada sala é uma gaveta.

Jean Paul Sartre

Habitar o tempo, as estradas, a cidade, habitar o que construo como artista é um exercício constante de compreensão do mundo, um modo de traduzir minhas experiências e inquietações, já que toda construção tem por meta o habitar. Meu processo criativo procura desenvolver trabalhos que suscitem a ligação entre espaço urbano e o imaginário o espaço de intimidade e o espaço público.
Para esta exposição, busquei explorar os lugares de intimidade das pessoas e como eles se apresentam no mundo. A complexidade de sua materialização está diretamente ligada ao modo de vida na contemporaneidade, considerando que estamos imersos em políticas que não privilegiam a qualidade de espaços de convívio e tampouco o íntimo. O excesso na minha pintura surge da falta, da proximidade geográfica e da distância da construção que serve ao habitar humano, às relações e ao diálogo. Minha experiência em viver com 80 pessoas no mesmo quarto durante 5 anos me leva a criar estes corredores de camas e criar estas narrativas mais ou menos poéticas. O primeiro trabalho desta série chama-se “habitáculos”, desenhos feitos a partir da descrição de quartos, retratos falados. Nas pinturas apresentadas, o subconsciente age num espaço sem fronteiras aparentes: camas navegam em rios e na densidade onírica.

João Aires
Florianópolis, agosto de 2015

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