tst ÍNDICE, de Sérgio Adriano H-32

ÍNDICE

14ª BIENAL INTERNACIONAL DE CURITIBA | FRONTEIRAS COLABORATIVAS

SÉRGIO ADRIANO H

CURADORIA DE FRANCINE GOUDEL, JULIANA CRISPE E SANDRA MAKOWIECKY

ESPAÇO FERNANDO BECK | 31 DE AGOSTO A 03 DE OUTUBRO DE 2019

O trabalho busca compreender como o “Sistema da Verdade” vem funcionando a serviço do poder, das religiões, dos interesses econômicos ou dos grupos que se perpetuam no topo da pirâmide da sociedade. O processo criativo é fundamentado em pesquisas teóricas e práticas acerca dos fluxos de informações, semântica, língua, linguagens digitais e a mais recente ferramenta de propagação de ideias, as fake news. A mostra integra a programação da Bienal Internacional de Curitiba em Florianópolis. Sérgio Adriano H é natural de Joinville, formado Artes Visuais e mestre em Filosofia. Vive e produz em Joinville e São Paulo.

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APRESENTAÇÃO

Guia dos Bens Tom_Ados do Brasil II, 2018. Objeto, mapa formado com recorte de 526 páginas de livro, 2 de 10, 20x20x3,5cm.

A exposição “Índice” de Sérgio Adriano H apresenta obras que lidam com as fronteiras entre a história social ocultada e a história que nos foi dada a ver. Toma-se o termo “índice”, como nome desta exposição, para travar uma dialética com o significado do glossário e os objetos ressignificados na mostra.
Índice quer dizer uma lista, alfabética, que inclui todos ou quase todos os itens (temas, tratados, nomes próprios) que se consideram de maior importância no texto de uma publicação, e que em sua etimologia refere-se a um catálogo, uma lista, mas também a algo indicador, um registro. É dentro deste escopo que se inscreve a exposição de Sérgio Adriano H, uma coleção de obras listadas, indexadas, que nos indicam um novo registro.
“Índice” reúne livros que fazem parte da formação de uma consciência histórica brasileira onde em sua apropriação o artista enfatiza, entre texto e imagem, a erosão entre as fronteiras propostas. A exposição reúne também outras materialidades, como utensílios de época, vestes infantis, fotografias e vídeos, que reforçam ainda na contemporaneidade os espaços nos quais os índices dessa exposição percorrem: o ocultamento/desvelamento do negro como produtor e partícipe da construção de nossa história.
“Índice” nos propõe uma experiência que não se refere somente ao território da fronteira do pensamento, mas que permite a noção de pertencimento do fato, a aproximação entre fronteiras invisíveis e visíveis. Sérgio Adriano H propõe uma nova coleção histórica, o registro de um acervo de peças que mostra as dualidades e barbaridades desse processo de tempo, um mapeamento de palavras, índices e imagens que permeiam o universo da discriminação e que perpetuam os desacertos entre história ocultada e a história dada a ver na significação da sociedade brasileira.

Francine Goudel, Juliana Crispe e Sandra Makowiecky | Curadoria

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