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PRÊMIO AF DE ARTE CONTEMPORÂNEA 2020

ANNA MORAES • EDSON MACALINI • JAN M.O.

ESPAÇO FERNANDO BECK E ESPAÇO PAULO GAIAD | DE 12 DE DEZEMBRO DE 2020 A 28 DE JANEIRO DE 2021

A 7ª Edição do Prêmio Aliança Francesa de Arte Contemporânea, de Florianópolis é realizada em parceria com a Fundação Cultural BADESC que organiza a mostra com obras dos três finalistas: Anna Moraes, Edson Macalini e Jan M.O. Os artistas foram selecionados por Mathilde Lajarrige, Niura Borges e Sandra Checruski. No dia da live de abertura, divulgou-se a atribuição do primeiro lugar que recebe como prêmio uma residência na Cité Internationale des Arts, em Paris. A exposição foi montada nos espaços Fernando Beck e Paulo Gaiad, mas inaugurada de modo virtual no site da Fundação, apresentando além das obras, vídeos, textos e materiais complementares da mostra.

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APRESENTAÇÃO

Pensar, persistir e se expressar no desdobrar do isolamento social são questões elaboradas por três jovens artistas nestas individuais mostradas em conjunto, permitindo ao público entrever novos panoramas traçados no circuito da arte contemporânea, no histórico primeiro semestre de 2020. Linhas (re)traçadas em palavras cotidianas, imaginadas através das janelas ou resgatadas em caminhadas junto ao mar entrelaçam singularidades poéticas que versam sobre o agora: ser e estar na contemporaneidade.

Anna, Edson e Jan, são os finalistas da 7ª Edição do Prêmio concebido pela Aliança Francesa de Florianópolis, em seleção realizada por Niura Borges, pesquisadora e galerista gaúcha, Sandra Checruski, coordenadora do setor educativo e de programação cultural do Museu de Florianópolis e Mathilde Lajarrige, Gerente de Projetos do Departamento das Residências do Institut Français em Paris. A escolha do 1º Lugar é feita pelo Institut Français, que recebe o artista para uma residência de três meses na Cité des Arts.

A seleção das trajetórias dos artistas resulta nesta exposição, com curadoria da Fundação Cultural BADESC, que propõe uma montagem híbrida, em plataformas que alternam o presencial e o virtual, conversando com os atuais modos de habitar os espaços e privilegiando as produções recentes de cada artista. Anna Moraes pesquisa as possibilidades da representação da linha, tanto no papel quanto no espaço trazendo desenhos, objetos, vídeos e esculturas. Edson Macalini apresenta desenhos, fotografias, objetos e instalação, questionando principalmente a natureza devastada, seus riscos e sua capacidade de regeneração. Jan M.O. participa com vídeos, fotografias, máquinas e mecanismos de poesia visual, abordando as tecnologias que intermediam as relações humanas.

Marilyn Pellicant | Aliança Francesa de Florianópolis
Eneléo Alcides | Fundação Cultural BADESC

ANNA MORAES

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Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2020.
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2020.

Anna Moraes apresenta obras concebidas e produzidas ao longo de 2020, centradas em um olhar demorado para o horizonte, paisagens, constelações e lugares imaginados. As linhas rompem a superfície do papel tomando dimensões que ultrapassam as representações geográficas. Na série territórios anna, a artista utiliza ferramentas virtuais para buscar lugares que possuem o seu nome, com a mesma grafia, resultando em desenhos que exploram o espaço e o pertencimento, para além das coordenadas descobertas por meio de uma interface online. Já com as séries além das janelas e sacadas e catálogo de paisagens da janela do meu quarto, o olhar em confinamento é redimensionado como possibilidade de transpor limites. As diversas janelas do seu apartamento oferecem diferentes perspectivas do horizonte, que dá início a uma representação que se desdobra em ficção. A série micropaisagens explora o horizonte a partir de sobreposições, tencionando as suas fronteiras. Em para desenhar com os olhos e para desenhar com os olhos noturnos, o desenho alcança a proposta mais conceitual, onde o olhar do espectador é o responsável por corporificar as linhas propostas por Anna.

Eneléo Alcides e Carolina Ramos | Curadoria

Anna Moraes (1988) é artista visual, doutoranda em Processos Artísticos Contemporâneos | Artes Visuais PPGAV | UDESC, mestra em Artes Visuais na linha de Teoria e História da Arte PPGAV/UDESC (2019) pós-graduada em Gestão Cultural pelo Senac/SP (2016), bacharela em Artes Visuais pela UDESC (2013). Vive e trabalha em Florianópolis/SC. Pesquisa diferentes entendimentos acerca do desenho contemporâneo. Seu processo artístico é baseado na investigação de possibilidades de desenho por meio de linhas, traços, fios, territórios, geralmente respondem à localização e interagem com a paisagem. Recebeu Prêmio do Júri no Salão Nacional da Quarentena (2020), foi finalista do Prêmio Aliança Francesa de Arte Contemporânea/SC (2019), participou da Bienal Internacional de Curitiba (2019) e foi selecionada em editais como Arte como Respiro do Itaú Cultural 2020, Lona Galeria/SP 2020, Arte Londrina 8 – 2020 e Salão de Navegantes 2019. Participa do Nacasa coletivo artístico, situado em Florianópolis, na gestão e curadoria da Galeria Nacasa. Também realiza trabalhos de curadoria, selecionados em editais em Santa Catarina. Desde 2013 ministra o curso “Desenho Artístico” em seu ateliê. Professora de História da Arte Brasileira na Escola Livre de Artes em Florianópolis.

EDSON MACALINI

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Caqueiro (detalhe), Edson Macalini, 2020. Instalação, 115x165cm.
Caqueiro (detalhe), Edson Macalini, 2020. Instalação, 115x165cm.

Pensar a relação entre homem e natureza é uma das perspectivas apresentadas por Edson Macalini em suas séries concluídas em 2020. Em Algas filamentosas sobre restinga e Espectros, desenhos e fotografias apresentam corpos etéreos em ficções que atuam como palimpsestos ambientais, em uma produção artística que versa sobre uma arte de natureza política, educacional e da consciência. Com a obra Caqueiro, a história esquecida de uma cidade é resgatada em objetos coletados sob a ponte Hercílio Luz e revisitada por uma instalação com cacos, muitos dos quais em simbiose com elementos naturais incrustados em suas superfícies. A instalação Cônico, parte de conchas de uma espécie de moluscos introduzida indevidamente no bioma brasileiro e que tomou uma proporção incontrolável. Assim, o artista apresenta vestígios de um cotidiano em colapso, questionando o encontro inadequado da interferência humana nas suas relações com o meio ambiente, bem como sua capacidade de regeneração.

Eneléo Alcides e Carolina Ramos | Curadoria

Edson Macalini (1983) é Doutorando e Mestre em Artes Visuais pelo PPGAV | UDESC, Graduado em Licenciatura em Artes Visuais pela Faculdade de Artes do Paraná – FAP | UNESPAR. Já participou de exposições individuais e coletivas, residências artísticas, feiras e produções em coletivos de artistas. Seu trabalho envolve uma série de ações e movimentações que correlacionam artes e natureza, arqueologia dos lugares visitados, por meio de investigações poéticas que criam intersecções híbridas, através de registros de percursos, coletas materiais e imateriais, deslocamentos geográficos, narrativas, ficções e fricções entre humanidade e meio ambiente, resultado de abstrações que se revelam reais e imaginárias. Sem se prender aos materiais, formas e técnicas, suas produções artísticas tem como ponto de partida o gesto, no ato de coletar, fotografar e desenhar, que se expandem em instalações, disseminações, escritos e publicações independentes.

JAN M. O.

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Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2020.
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2020.

Jan M.O. apresenta uma série com máquinas em movimento, que transformam a linguagem escrita, criando múltiplas camadas de significados. Com obras produzidas entre 2019 e 2020, os registros em vídeo e fotografia dos movimentos mecânicos na superfície da palavra, evocam possibilidades de leituras, não só contemporâneas, mas também latentes nas existências cotidianas. As poesias visuais presentes em Contato, Grupo de Risco, Acordo, Hora do Brasil, Insustentável, Contradança e Curva tratam do contágio, do contato, da aproximação e distanciamento, sejam eles geográficos, políticos e ou poéticos. Já Coloque primeiro em você convoca a um exercício do pensar sobre o outro e sobre si próprio nas relações, colocando também o artista enquanto performer que aponta “para si a necessidade de oxigenação diante da intoxicação, viral, emocional e informacional”. Já o desdobramento da série EGO, com objeto #6 (duas medidas), coloca em ênfase a máxima dois pesos e duas medidas, evidenciando as disparidades, injustiças e distâncias sociais confrontadas continuamente nos últimos meses.

Eneléo Alcides e Carolina Ramos | Curadoria

Jan M.O. (1986) é artista visual, ilustrador e graduado em Design Gráfico e Programação Visual em 2010, pela UNIVILLE em Joinville/SC e vive desde 2005 em Santa Catarina . Explora as técnicas do desenho há mais de quinze anos e recentemente pesquisa as práticas da gravura e a criação de objetos. Sua produção utiliza tanto os processos manuais quanto as experiências industriais na elaboração de obras tridimensionais ou na multiplicação do seu trabalho de arte. Jan ministrou cursos e oficinas sobre processos gráficos através de editais, programas educativos e intervenções urbanas. Em sua trajetória constam obras em acervo e prêmios aquisição e seu currículo assinala exposições individuais no Amapá, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe, além de participações em coletivas, bienais e salões em outros estados brasileiros e países como Colômbia e Espanha.

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