Mudança

SILÊNCIO

FABIO DUDAS 

ESPAÇO 2 | 03 DE AGOSTO DE 2017 A 06 DE SETEMBRO DE 2017

O silêncio é o elemento dominante nos trabalhos apresentados nesta exposição. O silêncio no sentido de não falar, não contar um segredo. O silêncio omisso. O silêncio do luto, da resignação, do inexprimível. A quietude ressoa na dimensão das obras, na escolha das cores, na representação sóbria e escassa. O sentimento perpassa paisagem, retrato, natureza morta. Fabio Dudas é formado em Pintura pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Natural de Telêmaco Borba/PR, vive em Florianópolis/SC.

 

A Mudança, Fabio Dudas, 2015. Acrílica sobre tela, 70x50cm.
Copo, Fabio Dudas, 2016. Acrílica sobre tela, 50x40cm.
Skatepark, Fabio Dudas, 2016. Acrílica sobre tela, 80x60cm.
Lápides, Fabio Dudas, 2016. Acrílica sobre tela, 10x18cm.
Telefone, Fabio Dudas, 2016. Acrílica sobre tela, 10x18cm.
Genie ao Espelho, Fabio Dudas, 2016. 18x24
Genie ao Espelho, Fabio Dudas, 2016. 18x24
A Casa, Fabio Dudas, 2016. Acrílica sobre tela, 18x24cm.
Menino Sentado, Fabio Dudas, 2015. Acrílica sobre tela, 50x50cm.
Simulador, Fabio Dudas, 2016. Acrílica sobre tela, 30x40cm.
Exposição Silêncio, de Fabio Dudas
Exposição Silêncio, de Fabio Dudas
Exposição Silêncio, de Fabio Dudas
Exposição Silêncio, de Fabio Dudas
Exposição Silêncio, de Fabio Dudas
Exposição Silêncio, de Fabio Dudas
Exposição Silêncio, de Fabio Dudas
Exposição Silêncio, de Fabio Dudas
A Mudança, Fabio Dudas, 2015. Acrílica sobre tela, 70x50cm.
Copo, Fabio Dudas, 2016. Acrílica sobre tela, 50x40cm.
Skatepark, Fabio Dudas, 2016. Acrílica sobre tela, 80x60cm.
Lápides, Fabio Dudas, 2016. Acrílica sobre tela, 10x18cm.
Telefone, Fabio Dudas, 2016. Acrílica sobre tela, 10x18cm.
Genie ao Espelho, Fabio Dudas, 2016. 18x24
Genie ao Espelho, Fabio Dudas, 2016. 18x24
A Casa, Fabio Dudas, 2016. Acrílica sobre tela, 18x24cm.
Menino Sentado, Fabio Dudas, 2015. Acrílica sobre tela, 50x50cm.
Simulador, Fabio Dudas, 2016. Acrílica sobre tela, 30x40cm.
Exposição Silêncio, de Fabio Dudas
Exposição Silêncio, de Fabio Dudas
Exposição Silêncio, de Fabio Dudas
Exposição Silêncio, de Fabio Dudas
Exposição Silêncio, de Fabio Dudas
Exposição Silêncio, de Fabio Dudas
Exposição Silêncio, de Fabio Dudas
Exposição Silêncio, de Fabio Dudas
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A Mudança, Fabio Dudas, 2015. Acrílica sobre tela, 70x50cm.
Copo, Fabio Dudas, 2016. Acrílica sobre tela, 50x40cm.
Skatepark, Fabio Dudas, 2016. Acrílica sobre tela, 80x60cm.
Lápides, Fabio Dudas, 2016. Acrílica sobre tela, 10x18cm.
Telefone, Fabio Dudas, 2016. Acrílica sobre tela, 10x18cm.
Genie ao Espelho, Fabio Dudas, 2016. 18x24
Genie ao Espelho, Fabio Dudas, 2016. 18x24
A Casa, Fabio Dudas, 2016. Acrílica sobre tela, 18x24cm.
Menino Sentado, Fabio Dudas, 2015. Acrílica sobre tela, 50x50cm.
Simulador, Fabio Dudas, 2016. Acrílica sobre tela, 30x40cm.
Exposição Silêncio, de Fabio Dudas
Exposição Silêncio, de Fabio Dudas
Exposição Silêncio, de Fabio Dudas
Exposição Silêncio, de Fabio Dudas
Exposição Silêncio, de Fabio Dudas
Exposição Silêncio, de Fabio Dudas
Exposição Silêncio, de Fabio Dudas
Exposição Silêncio, de Fabio Dudas
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QUIASMA

A questão do silêncio não é nova na história da arte. Nas tradições pictóricas, o olho quase sempre equivale à voz da alma. Sopro e dores em suspenso, algo súbito sempre escapa do corpo, é o olho que traz o inaudível. As pinturas de Fabio Dudas enaltecem a linguagem do sentimento. Um instante, uma nuance, uma dor nada pacífica, a perplexidade. Minimalistas, rostos quase espectrais, paisagens de vazio e objetos frios que, incontidos, trazem de dentro o parece se espalhar para fora de si. Na fatura, no conceito, na contenção, uma pintura que pensa o vazio e os escombros, propõe uma mudança mental e que, pela sutil conexão estabelecida com o tempo e o espaço contemporâneos, se impõe como um imperativo político.

Néri Pedroso | Jornalista

A Mudança, Fabio Dudas, 2015. Acrílica sobre tela, 70x50cm.
A Casa, Fabio Dudas, 2016. Acrílica sobre tela, 18x24cm.
Skatepark, Fabio Dudas, 2016. Acrílica sobre tela, 80x60cm.
Genie ao Espelho, Fabio Dudas, 2016. 18x24
Genie ao Espelho, Fabio Dudas, 2016. 18x24

O silêncio é o elemento predominante nos trabalhos apresentados nesta exposição. O silêncio dos quadros, objetos inanimados que ao mesmo tempo reverberam sua representação imagética. O silêncio da fotografia e de frames de cinema, pontos de partida para a criação destas cenas. O silêncio no sentido de não falar, não contar um segredo. O silêncio omisso. O silêncio do luto, da resignação, do inexprimível. Como fio condutor, o silêncio propõe um diálogo sem palavras entre os trabalhos apresentados, ao mesmo tempo em que revela uma desconexão entre eles, gerando uma quase negação na relação entre um e outro.

A pergunta que se pode fazer diante da conexão ou não destes trabalhos e diante de uma realidade muda, vazia, é de que então não há nada a ser representado? Mas silêncio pode também significar o meio de comunicação, o conteúdo. Aqui, a narrativa é sugerida, como em 'A casa', 'Mudança' e 'O copo', trabalhos que se constroem como cenas de um filme, aproximando o espectador como uma lente em zoom, configurando uma espécie de procura pelo sentido dentro do sentido.

Numa época multimídia em que a imagem se torna banal, há algo de exibicionista, ou mesmo trágico, numa técnica essencialmente virtuosa. Para alcançar essa aparente inércia do silêncio nos trabalhos aqui apresentados, a técnica é um veículo, mas intencionalmente secundária, levando o espectador a direcionar o olhar para a essência da imagem, a essência da representação.

Fabio Dudas

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