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	<title>Arquivo de ACERVO VIRTUAL - Fundação Cultural Badesc</title>
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		<title>Desenhos de um Real – 20 anos, de Diego de los Campos</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Mar 2026 19:10:22 +0000</pubDate>
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<p>DIEGO DE LOS CAMPOS&nbsp;</p>
<p>ESPAÇO FERNANDO BECK | 05 DE MARÇO A 23 DE ABRIL</p>
<p>Posso dizer que desenhar é uma das coisas de que mais gosto de fazer desde pequeno. Uma vez percebi que não precisava ter uma ideia para fazer um desenho, que podia desenhar sem saber o que estava desenhando e que as figuras surgiam à medida que os traços dançavam sobre as folhas. Então eu me sentava à minha mesa e, em pouco tempo, fazia um monte de desenhos. Assim, descobri que, em uma hora de trabalho, produzia mais ou menos vinte desenhos — e que R$ 20,00 por hora era o valor médio do trabalho de um operário de fábrica. Com essas constatações, propus-me a trabalhar com a seguinte premissa:</p>
<p><strong>Fazer 20 desenhos por hora para serem vendidos por R$ 1,00 cada.</strong></p>
<p>Com o tempo, o projeto foi ganhando forma, volume, burocracia, máquinas e colecionadores. É uma espécie de diário aberto, expandido e compartilhado. Um caldo primigênio que também serve para dar vida a outros trabalhos. Uma forma de canalizar meus sentimentos e pensamentos sobre o ser, sobre o mundo, sobre mim mesmo e sobre o projeto em si.</p>
<p>Seus significados podem ser abordados a partir de vários pontos de vista: o problema do valor do trabalho do artista; o papel social das artes; o papel das instituições; o problema da originalidade, da reprodução e da cópia; o valor do tempo; a acessibilidade; a democratização ou o elitismo do meio artístico; a aura da obra de arte, entre outros. Implícita ou explicitamente, o projeto determina uma postura política, mas também abriga um pensamento utópico. Para além do estado das coisas, está a ideia do que as coisas poderiam ser — um desejo de mundo possível.</p>
<p>Esse desejo pode começar, por exemplo, com essa premissa de doze palavras levada muito a sério. Isso é uma prática que nos permite chegar a este momento e propor a seguinte experiência:</p>
<p>Escolha quantos desenhos quiser. Retire-os das paredes ou das mesas. Encontre o QR code e pague R$ 1,00 por cada desenho. Leve-os para casa. Pendure alguns nas paredes. Dê outros de presente. Envie-os pelo correio. Esconda alguns em um livro emprestado e devolva-o ao dono. Passe um desenho por baixo da porta de um desconhecido. Ou invente qualquer outra forma para que o desenho continue vivo por aí, causando, quem sabe, algo parecido com o que provocou em você quando decidiu tirá-lo da parede.</p>
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		<title>MATÉRIA PROLÍFICA, de Paulo Gaiad</title>
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		<dc:creator><![CDATA[fcbadesc]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Dec 2025 15:58:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ACERVO VIRTUAL]]></category>
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<p><strong>PAULO GAIAD</strong></p>
<p>CURADORIA THAYS TONIN, VICTORIA BEATRIZ, RAINARA SOFIA, GEORGIA BERGAMIN, ESTELA CAMILLO E EDUARDA ANDRADE</p>
<p>OCUPAÇÃO CASA TODA | 05 DE DEZEMBRO A 19 DE FEVEREIRO</p>
<p>O tempo não poupa coisa alguma: é incessante em seu ofício, imperioso em seu reinado, e, nas criaturas vivas, seu toque faz da carne o próprio registro de sua presença. Já na aparente imobilidade dos seres inanimados, sua ação incide sobre a composição da matéria, tornando-os mera lembrança do estado precedente. Autor de múltiplas produções, não seria o tempo, ele mesmo, um artista por tantos renegado?</p>
<p>Observador atento de tais fenômenos, Paulo Gaiad (1953-2016), artista radicado em Florianópolis desde a década de 80, incorporou o inevitável encontro do tempo com a matéria em inúmeros de seus trabalhos. Ao antecipar as marcas vindouras, os objetos produzidos por Gaiad são induzidos ao desgaste e à corrosão – tal como o sal age sobre a pele submersa no mar ou o ar sobre o ferro continuamente exposto.</p>
<p>Encontrar-se com o tempo (talvez com o artista-tempo), foi o inevitável gesto, incorporado assim, na matéria dos trabalhos de Paulo Gaiad (1953 &#8211; 2016), observador atento dos efeitos e dos fenômenos que as temporalidades podem carregar. Ao antecipar as marcas vindouras, os objetos produzidos por Gaiad são induzidos ao desgaste e à corrosão – tal como o sal age sobre a pele submersa no mar ou o ar sobre o ferro continuamente exposto.</p>
<p>Nesse contexto, dez anos após a inauguração de Impossibilias: memória e arquivo em Paulo Gaiad na Fundação Cultural BADESC curada por Rosângela Cherem, a produção do artista retorna aos olhos do público sob a mesma compreensão que orientou a criação do Acervo Artístico Paulo Gaiad durante os anos subsequentes à morte do artista: há tantos Paulos e tantas histórias quanto há pessoas dispostas a narrá-las.</p>
<p>Assim, cientes de todas as possibilidades de fabular novas histórias, trazemos para esta exposição uma destas narrativas, a fim de apresentar um aspecto da produção do artista, eleito aqui para orientar a escrita deste novo capítulo: a recorrência (a insistência, pode-se dizer), de figurações, de símbolos ou de certos detalhes e signos visuais nas imagens produzidas pelo artista no decorrer de mais de três décadas de obras. São exemplos &#8211; os quais, a partir do momento que são vistos, não se apagam mais -, o modo como a repetição de elementos (a cruz, os corpos nus, a serpente e a figura do lagarto) e a reincidência — não sem distorção — do material fotográfico por ele apropriado, ou ainda, a curiosa proximidade de sua produção com o impulso de criação mostra relacionar-se, sempre, com certos ritos em torno da morte (ou melhor, nossos usos e abusos das relíquias, cenotáfios e lápides). Tornadas, por Gaiad, em aparições, tais repetições atravessam diferentes séries e conjuntos, de modo que, à maneira de fantasmas, cada obra parece carregar consigo o vestígio de sua antecessora, assim como a conversa &#8211; infinita &#8211; entre o artista e o tempo.</p>
<p style="text-align: right;">Equipe Curatorial</p>
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<div><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-35487 size-full" src="https://fundacaoculturalbadesc.com/wp-content/uploads/2026/01/Acervo-Paulo-Gaiad-05-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1707" srcset="https://fundacaoculturalbadesc.com/wp-content/uploads/2026/01/Acervo-Paulo-Gaiad-05-scaled.jpg 2560w, https://fundacaoculturalbadesc.com/wp-content/uploads/2026/01/Acervo-Paulo-Gaiad-05-300x200.jpg 300w, https://fundacaoculturalbadesc.com/wp-content/uploads/2026/01/Acervo-Paulo-Gaiad-05-1024x683.jpg 1024w, https://fundacaoculturalbadesc.com/wp-content/uploads/2026/01/Acervo-Paulo-Gaiad-05-768x512.jpg 768w, https://fundacaoculturalbadesc.com/wp-content/uploads/2026/01/Acervo-Paulo-Gaiad-05-1536x1024.jpg 1536w, https://fundacaoculturalbadesc.com/wp-content/uploads/2026/01/Acervo-Paulo-Gaiad-05-2048x1365.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /></div>

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		<title>PATER; SOBRE PERTENCES VIVOS, Coletiva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[fcbadesc]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Oct 2025 19:16:49 +0000</pubDate>
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<p><strong>ALEXANDRE SEQUEIRA • BRUNO GOLD • BRUNO ROMI • CAMILA FIALHO • ÉLCIO MIAZAKI • GABRIEL PESSOTO • JOÃO PAULO DO AMARAL • MARCELO AMORIM • MASINA PINHEIRO &amp; GAL CIPRESTE • PRISCILA RAMPIN • RALPH GEHRE • VICENTE LIMA • WILLY CALDAS</strong></p>
<p>ESPAÇO FERNANDO BECK | 09 DE OUTUBRO A 26 DE NOVEMBRO</p>
<p>O paternalismo é um fantasma que insiste em sobreviver. Não se limita à gura do pai, mas se dissemina como lógica: um modelo de autoridade que protege ao mesmo tempo em que tutela, que cuida enquanto limita, que promete amparo enquanto suprime a autonomia. A exposição PATER; SOBRE PERTENCES VIVOS nasce do desejo de confrontar essa herança estrutural, visível tanto nas relações íntimas quanto nas instâncias sociais, políticas e institucionais.</p>
<p>Ao reunir artistas de diferentes gerações e regiões do Brasil, a mostra revela que o paternalismo não é uma questão superada; é um dispositivo ainda ativo, capaz de moldar corpos, identidades e modos de vida. As obras (de instalação, fotografia, vídeo, projeções e objetos) não descrevem simplesmente esse fenômeno: elas o desarmam, o expõem em sua complexidade e, sobretudo, apontam para formas de resistência. O subtítulo “Sobre pertences vivos” indica que este não é apenas um projeto sobre estruturas de poder, mas sobre as vidas que atravessam e resistem a elas. O paternalismo constrói identidades normativas, em especial a do homem enquanto medida social, mas também gera contranarrativas.</p>
<p>É nesse espaço de confronto que emergem as vozes de mulheres, pessoas não brancas, crianças, comunidade LGBTQIAP+ e outras camadas historicamente silenciadas. São esses corpos que reivindicam presença, existência e pertencimento, mesmo diante de mecanismos que insistem em invisibilizá-los.</p>
<p>Ao falar de paternalismo, inevitavelmente tocamos no patriarcado, sistema que lhe dá sustentação histórica e simbólica. Se o patriarcado estabelece a gura do homem-pai como medida da ordem social, o paternalismo se manifesta no cotidiano como prática de tutela: decide em nome de outros, restringe liberdades sob a aparência de cuidado, transforma corpos e vozes em menores de idade permanentes. Essa interseção entre patriarcado e paternalismo revela como estruturas de poder atravessam a vida íntima e coletiva, moldando afetos, instituições e memórias.</p>
<p>Desde a infância, somos moldados por uma educação que reforça essas estruturas: currículos, normas de comportamento e padrões de autoridade nos ensinam a obedecer antes de questionar. Junto a isso, modelos físicos idealizados (entre eles de masculinidade e poder) são impostos como referência de normalidade e valor. Essa pedagogia silenciosa, mas determinante, fabrica sujeitos adequados a uma ordem que naturaliza a desigualdade e a subordinação.</p>
<p>Paulo Freire lembrava que ‘a pedagogia do opressor, que desumaniza, se instala e se perpetua na medida em que os oprimidos se adaptam a ela. Bell hooks, ecoando e expandindo esse pensamento, escreveu que ‘a sala de aula continua sendo o espaço mais radical de possibilidade.’ Entre essas vozes se desenha a tensão que percorre a exposição: a educação como disciplina que fabrica corpos dóceis e conformados, mas também como brecha para ruptura, transgressão e reinvenção de si. Somos desde cedo ensinados a habitar moldes (sejam físicos, emocionais, sociais) que limitam nossas existências. Mas é nesse mesmo terreno que se pode semear outras formas de aprender, desaprender e imaginar.</p>
<p>PATER é também um exercício de escuta e de sobreposição temporal. Os artistas participantes carregam trajetórias diversas: alguns viveram a experiência da ditadura civil-militar e os movimentos de redemocratização; outros nasceram já em um contexto democrático, mas ainda atravessado por estruturas herdadas. Essa amplitude geracional cria um campo de tensões e continuidades, reforçando a urgência do debate.</p>
<p>Mais do que apontar para o peso do paternalismo, esta exposição reivindica a potência dos ‘pertences vivos’ que não se deixam reduzir ao lugar da tutela. São obras que abrem fissuras naquilo que parecia sólido, que colocam em xeque os privilégios da voz paterna e que convidam o público a imaginar outros modos de existência, de comunidade e de liberdade. A autoridade se desfaz em ruído, e no espaço dessa dissolução emergem narrativas múltiplas, insurgentes, vivas. Um convite a imaginar, sentir e inventar outros modos de relação, mais horizontais, cuidadosos, plurais e inclusivos.</p>
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		<title>VÁRIAS VARIÁVEIS, de João Matheus</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Oct 2025 18:08:50 +0000</pubDate>
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<p>JOÃO MATHEUS</p>
<p>CURADORIA KARINE ABBATI&nbsp;</p>
<p>ESPAÇO PAULO GAIAD | 02 DE OUTUBRO A 26 DE NOVEMBRO</p>
<p>As pinturas desta exposição emergem como fragmentos de um diálogo contínuo — entre olhares, gestos e camadas de tinta que se acumulam como sedimentos de memórias e processos. O retrato, aqui, extrapola a ideia de uma imagem estática: ele se expande, transborda, deixando pistas de algo que não se encerra no limite da tela.</p>
<p>Há uma rede invisível que conecta cada obra à próxima, seja pelo entrecruzar de olhares, pela repetição sutil de um elemento ou pela ressonância de uma subjetividade compartilhada. Essa montagem cuidadosa cria um o condutor que percorre o espaço expositivo, sugerindo que as pinturas não são ilhas isoladas, mas partes de um tecido maior — vivo e mutável.</p>
<p>No centro simbólico dessa trama está “A Lida” — uma pequena pintura que concentra em si o peso do tempo e da matéria. Criada ao longo de dois anos, ela carrega, além das camadas densas de tinta, a poeira dos dias, os de cabelo perdidos, e outras porosidades que o ar e o ambiente lhe ofereceram. “A Lida” é mais do que uma imagem; é um corpo em constante mutação, uma testemunha silenciosa do processo. Posicionada em frente a porta, ela é o primeiro contato do espectador com a exposição, funcionando como um núcleo que conecta todas as outras obras ao seu redor. É nela que os acúmulos — de tinta, de tempo, de histórias — se adensam, ecoando a essência dessa mostra: a pintura como lugar de atravessamentos, onde realidade, memória e ficção se entrelaçam.</p>
<p>As pinturas não pretendem capturar a realidade — elas podem tocá-la, evocá-la, mas jamais se confundem com ela. Anal, o que é a realidade senão uma construção em constante movimento? Aqui, as pessoas tornam-se personagens, e cada pincelada é um convite à invenção. O ato de pensar a pintura é também pensar suas possibilidades narrativas.</p>
<p>É o olhar do espectador que dá sentido final a essas imagens. A cada contemplação, novos mundos emergem, moldados pela personalidade de quem as observa. As conexões, portanto, não se limitam às que existem entre as telas — elas se expandem para além da exposição, encontrando continuidade nas histórias que cada visitante projeta sobre os personagens retratados. Assim, a exposição não se encerra: ela pulsa, se desdobra, atravessando memórias, imaginários e afetos.</p>
<p style="text-align: right;">Karine Abbati</p>
<div></div>
<div>&nbsp;</div>
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		<title>CROMA, de Roberta Tassinari</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Sep 2025 17:49:41 +0000</pubDate>
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<p>ROBERTA TASSINARI</p>
<p>ESPAÇO 3 | 25 DE SETEMBRO A 26 DE NOVEMBRO</p>
<p>De que trata esta obra com a qual Roberta Tassinari chama de Croma?</p>
<p>O título, em princípio, nos remete a uma gramática própria da pintura, haja vista ser este um termo associado não só à noção de pureza cromática, como, também, à da ausência do branco na diluição de uma cor para a obtenção de um meio tom.</p>
<p>Na instalação são dispostas algumas dezenas de boias infláveis – nas cores rosa neon, rosa fosco e rosa translúcido – em diferentes escalas que, suspensas por fios de nylon, espalham-se compondo o ambiente. Trata-se de um trabalho eminentemente retiniano e, inerentes a ele, espacialidade e temporalidade são os aspectos que mais facilmente podem ser identificados. Conforme variam a localização do espectador e a luminosidade do ambiente, as boias – que poderiam ser vistas como massas de cor – vão assumindo novas configurações e, na medida em que se agrupam em diferentes sobreposições ou justaposições, vão compondo infinitas combinações. Estruturado pelas boias que Roberta cuidadosamente distribui, este arranjo espacial pode ser visto como uma pintura espacial caleidoscópica (ou uma instalação como preferem alguns) que está sempre por fazer-se. Inconclusa diante das tantas variáveis que regem sua lógica interna constitui-se trabalho que nunca se esgota, sempre se renovando a cada situação.</p>
<p>Neste trabalho, a artista/pesquisadora vale-se do uso especial e muito particular daquelas lições pictóricas aprendidas já faz algum tempo. Segura dos procedimentos adotados, não só pretende desdobrar aspectos referentes à cor, luz, transparência, veladura, e todos aqueles aspectos próprios do discurso da pintura, como, também, descontextualizar muitas das suas operações básicas.<br />
Fica-nos claro que, ao ousar tal gesto de ruptura, de superação, de insurgência mesmo, consegue ir muito mais além, ao ponto de transpor todos aqueles limites e fronteiras mais arcaicos que ainda insistem e persistem na lógica do confinamento que nos é imposta pela via das categorias tradicionais da arte.</p>
<p>De certo é que não haveria empecilho algum em pensarmos nesta recente proposição de Roberta como algo pertencente ao campo da pintura, entretanto, ao fazê-lo, deve-se ter em mente tratar-se de um trabalho que procura expandir e dilatar conceitos. A atualidade desta obra consiste, justamente, do uso que faz de outros eixos além daqueles já demasiadamente saturados da superfície plana cartesiana e de sua exigente necessidade de um espaço expositivo ideal; contrário a isto, se utiliza de variáveis outras como aquelas que, há algum tempo, já foram requisitadas pela arte contemporânea (leiam-se aí as relações espaço/tempo, público/obra, entre outras), todas elas facilmente identificáveis, ou, melhor ainda, os elementos constitutivos que a complementam.</p>
<p>Então, a proposta pictórica que Roberta Tassinari nos apresenta pode ser entendida tal qual um dispositivo instaurador de um jogo visual que objetiva a desestabilização de supostas verdades e valores que, todavia, permeiam o discurso da pintura. Ao promover esta situação de esgarçamento de fronteiras e limites, este trabalho revela-nos, não só a potência que o caracteriza, como, também, a relevância com que está impregnado.</p>
<p style="text-align: right;">Marcelo Pereira Seixas (in memoriam)</p>
<div></div>
<div>&nbsp;</div>
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		<title>CORPOS EM FESTA, de daSilva</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Sep 2025 17:33:27 +0000</pubDate>
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<p>DASILVA</p>
<p>CURADORIA JULIANA CRISPE E LUCIARA RIBEIRO&nbsp;</p>
<p>ESPAÇO FERNANDO BECK | 16 DE SETEMBRO A 02 DE OUTUBRO</p>
<p>Nesta exposição, o artista daSilva apresenta a força ancestral dos orixás e as simbologias ocultas das tradições hindus para costurar narrativas de resistência, beleza e celebração. A partir do entrelaçamento delicado entre bordado, pintura e vídeo, o artista cria obras que não apenas retratam, mas corporificam a ritualidade das religiões de matriz africana como expressões de vida plena e sagrada. Não se trata de representação, mas de presença: os orixás não são ilustrações, são forças que habitam as águas, os ventos, as folhas, os metais e os corpos. Eles dançam sobre o tecido e a tela, encarnam-se no gesto do artista. O bordado e a pintura são mais do que técnica: são modos de inscrição do sagrado na matéria visível do mundo.</p>
<p>Corpos em Festa é um convite à presença. Uma afirmação de que, nas tradições afro-diaspóricas, o corpo não é silenciado nem separado da espiritualidade: ele dança, canta, pulsa, incorpora e celebra. Cada etapa da existência; nascimento, iniciação, maturidade, passagem (morte); é honrada com ritmo, cor, alimento, canto e movimento. A festa, nesse contexto, não é apenas fuga da dor, mas forma profunda de enfrentamento, memória e transcendência.</p>
<p>Na cosmopercepção de grande parte das religiões de matrizes africanas, a morte não representa um fim absoluto, mas uma passagem, um retorno à ancestralidade, um novo nascimento no domínio do invisível. É por isso que a morte também é motivo de festa. Rituais de axexê, por exemplo, celebram a vida de uma pessoa que parte, reconhecendo sua trajetória na comunidade e preparando o caminho de sua passagem espiritual. Não se chora a perda apenas; canta-se o legado, dança-se a presença que se transforma, oferece-se comida, movimento como forma de honra e continuidade.</p>
<p>As obras de Da Silva nos lembram que os orixás são mais do que símbolos: são forças vivas que habitam a natureza e os corpos, que protegem e orientam, que dançam com os pés firmes no chão e a cabeça erguida para o céu. Com linhas e pigmentos, o artista nos conduz por cenas e presenças que ganham formas pelos bordados e telas que vibram em cores e texturas, como se o axé estivesse costurado em cada ponto.</p>
<p>Nessa perspectiva, Da Silva caminha em sintonia com o que a pensadora Leda Maria Martins define como “performances do tempo espiralar”, onde passado, presente e futuro se entrelaçam e dançam na encenação dos mitos, nos cantos, nos toques, nos gestos do corpo e da coletividade. O artista reconstrói essas espirais por meio de uma poética visual que recusa a linearidade da história dita oficial e afirma o tempo das memórias afro-diaspóricas como continuidades vivas e vibrantes. Nesta festa visual, o sagrado e o cotidiano se entrelaçam. O terreiro torna-se território de arte, e a arte torna-se extensão do terreiro. Ainda vivemos em tempos prolongados de intolerância religiosa e apagamento das culturas afro-brasileiras, e em busca de alterar este caminho, Da Silva reafirma que celebrar é também um ato político, e que, infelizmente, para muitos corpos de pessoas negras viventes deste contexto cruel brasileiro, sobreviver e existir com dignidade já é motivo de festa.</p>
<p>A festa, neste contexto, é forma de insurgência. Como lembra Muniz Sodré, o corpo negro na diáspora é um corpo que dança para sobreviver, que canta para contar sua história, que celebra para lembrar que está vivo. Em Corpos em Festa, o terreiro é também território artístico e político: espaço-tempo onde o corpo é refeito, ressignificado, reintegrado à comunidade e ao cosmos.</p>
<p>Assim, cada obra é uma oferenda. Cada ponto bordado, um chamado. Cada cor, um axé. Cada corpo retratado ou evocado, uma encruzilhada entre o sagrado e o mundano. Corpos em Festa não é apenas uma exposição: é uma gira, uma celebração coletiva onde os orixás nos visitam, dançam, e nos lembram que, para quem carrega a memória da travessia, a festa é também forma de cura, luta e reexistência constante.</p>
<p style="text-align: right;">Juliana Crispe e Luciara Ribeiro</p>
<div></div>
<div>&nbsp;</div>
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		<title>REVERBERAÇÃO, de Nei Xakriabá</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Aug 2025 17:22:37 +0000</pubDate>
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<p>NEI XAKRIABÁ</p>
<p>CURADORIA BETÂNIA SILVEIRA</p>
<p>ESPAÇO JARDIM | 28 DE AGOSTO A 14 DE NOVEMBRO</p>
<p>Como artista visual, em recentes trabalhos, venho escrevendo com estêncil e folhas de erva-mate, nas areias de praias, pátio e biblioteca de escolas públicas, a frase Indigenizar o Planeta e com ela, repetida vezes, construo no chão e sobre outros suportes possíveis, painéis ecológicos, efêmeros e itinerantes que ecoam uma ação e um apelo.</p>
<p>Esta frase se compõe de um conceito próprio da Antropologia – indigenizar &#8211; que se refere, segundo Marshal Sahlins &#8211; em O “Pessimismo Sentimental” E A Experiência Etnográfica &#8211; à capacidade que os povos indígenas possuem de infundir aos objetos e modos da cultura alheia seus próprios significados e modos de fazer, isto é, como eles conseguem adaptar todo o aporte cultural da sociedade atual aos esquemas existentes da sua própria cultura e dar-lhes outros sentidos, outras funções e outras utilizações, o que revela uma grande habilidade em imprimir sua própria lógica e maestria – destrezas simbólica e técnica &#8211; para articular com o sistema mundial contemporâneo e inovar e renovar em contrapartida seu próprio sistema indígena. Portanto, temos muito a aprender com eles e suas culturas que são seus modos de vida.</p>
<p>Ao indigenizarmos os espaços, instituições, comportamentos, ideologias, reconhecemos os direitos indígenas e o valor de suas existências, nos colocamos ao seu lado na luta pela preservação da vida e por demarcação e homologação de seus territórios. Além disso, torna-se imperioso assumirmos uma variedade de novas configurações, oportunidade para também nos renovarmos e as nossas ideias sobre o sentido das coisas, dos seres, da vida e dos diversos modos de viver.</p>
<p>Partindo de um trabalho visual para uma ação incisiva, convidei a ocupar os jardins desta Casa, um artista ceramista, dotado de poderosa força expressiva, pertencente ao povo indígena Xakriabá do norte de Minas Gerais, conhecido, nacionalmente, como Nei Xakriabá pela beleza e expressividade de suas cerâmicas. Nei Leite Xakriabá é artista pesquisador das terras e da cerâmica, professor mestre e ativista da causa indígena e do movimento dos artesãos de sua localidade, município de São João das Missões. A cerâmica de Nei, por meio do seu ato amoroso de investigar e ouvir os mais velhos, é herança por ele resgatada do esquecimento que a colonização impôs.</p>
<p>Nei Xakriabá aborda com suas cerâmicas a inter-relação entre ser humano, natureza e ancestralidade e nos dá a conhecer suas representações dos animais do cerrado com os quais seu povo e ele mesmo convivem, respeitam, se alimentam e interagem, tanto no real de seu cotidiano como, miticamente, por meio de suas crenças. Assim, a significativa presença da Cultura Xakriabá se reverbera através da expressão plástica de um de seus filhos.</p>
<p>A reverberação como efeito sonoro faz com que o som emitido se prolongue no ato da sua recepção. Portanto aqui, a voz indígena reverbera a simbologia e as relações de um povo com suas histórias, memórias, mitos e animais. O prolongamento dessa voz que vibra em Florianópolis possibilita-nos, além da aproximação à Cultura Xakriabá, estarmos juntos em ação para indigenizar e ampliar nossos próprios horizontes, muitas vezes estreitados pela competição e o individualismo exacerbado.</p>
<p>As moringas em cerâmica de Nei Xakriabá são muito mais do que objetos utilitários ou decorativos, como ele mesmo explica, elas “são guardiãs de memórias, expressões vivas de um território que pulsa com a força da natureza e a ancestralidade, mantendo vivo o elo entre o passado e o presente”.</p>
<p style="text-align: right;">Betânia Silveira</p>
<div></div>
<div>&nbsp;</div>
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		<title>MENTALIDADE CORPÓREA, de Fabiano Milan</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Jul 2025 17:06:06 +0000</pubDate>
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<p>FABIANO MILAN&nbsp;</p>
<p>ESPAÇO PAULO GAIAD | 31 DE JULHO A 25 DE SETEMBRO</p>
<p>Nossa mente e nosso corpo não existem dissociados um do outro, não conseguem ser independentes por muito tempo, existe sempre uma ligação entre essas duas instâncias do viver, do existir. A mente é o combustível, o corpo é a máquina. A mente é a que pensa, o corpo é o que sente. A mente é a que cria, analisa, justifica, seleciona, soluciona. O corpo é o que suporta, que personifica, representa, que obedece, que padece&#8230;</p>
<p>O que os trabalhos apresentados aqui propõem é explorar a conexão intrínseca entre a mente e o corpo através de percepções autobiográficas dentro de um espectro ansioso e assim, refletir sobre como a ansiedade se manifesta fisicamente e como as emoções moldam a percepção e a sustentação do próprio corpo. Os desenhos e recortes no papel, na lona e a modelagem das esculturas atuam como registros na busca por uma materialidade da ansiedade, narrando a trajetória de um corpo entre o estar imóvel, inerte e não estar mais, e sentir a perda da estrutura, do suporte.</p>
<p>A ansiedade, assim como qualquer sensação desconfortável na vida, quando compartilhada, perde um pouco de seu peso e se transforma em uma experiência coletiva, reconhecendo que corpo e mente estão eternamente entrelaçados.</p>
<div></div>
<div>&nbsp;</div>
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		</div>
	</div>
</div></div></div></div><div class="vc_row wpb_row vc_row-fluid"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
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	</div>
</div></div></div></div>
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		<title>É A GENTE QUE SE ENGANA ENXERGANDO AMOR ONDE NÃO TEM!, de Lucas Speranza</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Jul 2025 16:51:14 +0000</pubDate>
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<p><strong>LUCAS SPERANZA</strong></p>
<p>CURADORIA RAINARA SOFIA</p>
<p>EXPOGRAFIA ESTELA CAMILLO</p>
<p>ESPAÇO FERNANDO BECK | 24 DE JULHO A 11 DE SETEMBRO</p>
<p>A frase que dá título à mostra é emprestada de um dos bilhetes com recados motivacionais coletados pelo artista. Nele, o tom bem-humorado e a simplicidade do recado quase fazem passar despercebido seu conteúdo. Afinal, encontramos ali o lembrete de uma questão recorrente à quem lida com as imagens: é o olhar quem costuma nos enganar.</p>
<p>O que precisamos, então, é aprender a ver? Mas não seriam todas as exposições exercícios do olhar, espaços em que aguçamos nossa percepção e mergulhamos no ambiente guiados pelos olhos do outro?</p>
<p>Ao todo, nesta que é a segunda individual de Lucas, estão expostas 22 obras, entre elas pinturas, cerâmicas, instalações e fotografias. E então, podemos nos perguntar: é mesmo a cidade natal de Lucas que aparece nas imagens produzidas por ele? Em resposta, a obra “as esquinas por onde andei” parece nos aconselhar a enxergar que mais interesses coexistem nos trabalhos. Vejamos bem, mas não sem desconfiarmos de tudo. Diante do conjunto entre árvores podemos elucidar, ou embaralhar, ainda mais a questão. Refiro-me, em especial, ao terceiro exemplar, já que nesse espaço tudo parece iniciar, ou findar, em blocos de cor.</p>
<p style="text-align: right;">Rainara Sofia</p>
<div></div>
<div>&nbsp;</div>
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		</div>
	</div>
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		</div>
	</div>
</div></div></div></div>
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		<title>TEM PAIXÃO E CALVÁRIO À BEÇA ATÉ ENCONTRAREM A CURA, de Joana Goulart</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jun 2025 16:22:00 +0000</pubDate>
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<p><strong>JOANA GOULART</strong></p>
<p>CURADORIA GABRIEL BONFIM&nbsp;</p>
<p>ESPAÇO PAULO GAIAD | 05 DE JUNHO A 24 DE JULHO</p>
<p>Joana é uma jovem mulher trans e artista que, com seu corpo, entrelaça e tece diariamente os fios de sua identidade. Essa construção não é fixa, mas um processo vivo — um work in progress — uma coreografia entre a matéria e o sentido, entre o que lhe foi legado e o que ela escolhe criar. É um movimento contínuo, no qual se desfaz e se refaz, sendo, ao mesmo tempo, atravessada e moldada por aquilo que a transforma.</p>
<p>No entanto, essa fluidez contrasta com a maneira como a identidade é, muitas vezes, concebida socialmente. Embora útil para organizar a complexidade humana, a identidade carrega em si uma ilusão perigosa: a de que sua permanência é natural e imutável. Desde que nascemos, somos apresentados a essa estrutura como um alicerce necessário, algo a ser cultivado e protegido para que o “eu” não se dissolva no caos. Quando a identidade se consolida como valor social, qualquer fissura em seu contorno é vivida como ameaça — não apenas ao indivíduo, mas à própria ordem estabelecida. O Estado e suas instituições, ao reforçarem incessantemente esse medo, transformam a identidade em uma armadura: repetimos padrões, evitamos rupturas e, assim, acreditamos nos proteger do desconhecido que habita tanto dentro quanto fora de nós.</p>
<p>A vida, no entanto, resiste a qualquer tentativa de aprisioná-la em definições. Ela pulsa no encontro imprevisível de forças, na colisão entre corpos e histórias que geram afetos inesperados. Esses momentos — intensos, por vezes violentos — embaralham certezas, transmutam percepções e inscrevem novas camadas em quem somos. Diante desse turbilhão, a identidade fixa revela-se uma ficção. Nosso apego a ela, contudo, não é mero capricho: funciona como um escudo contra o assombro que sentimos quando a vida nos arranca do familiar e nos joga na vastidão do possível. Tentamos domesticar o caos, suavizar os impactos, mas é inútil. O “eu” nunca foi uma estátua; é argila úmida, moldada a cada gesto, paixão, lágrima, suor e gozo, a cada encontro que nos desconcerta e expande.</p>
<p>Joana, artista de si mesma, compreende essa dinâmica. Em seu corpo — território de memórias, rupturas e transformações —, ela não busca a permanência, mas a travessia. Ela sabe que identidade não é um destino, mas um percurso, sempre aberto ao inesperado. Sua arte talvez resida justamente nesse gesto: habitar o movimento, entregar-se ao fluxo, aceitar que ser não é um estado, mas um ato contínuo. Algo que se faz, desfaz e refaz, entre o êxtase e a vertigem, entre a paixão e o calvário de existir.</p>
<p style="text-align: right;">Gabriel Bonfim</p>
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		<title>AUTOFICÇÃO ENQUANTO NAUFRÁGIO, Coletiva</title>
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		<pubDate>Sun, 25 May 2025 16:07:53 +0000</pubDate>
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<p><strong>COSME S. • ECO ZAZU • ISADORA NICALADELI • LEONARDO SANCHEZ</strong></p>
<p>ESPAÇO FERNANDO BECK | 25 DE MAIO A 17 DE JULHO</p>
<p>Tudo que é intenso no corpo marca a temporalidade. Um impacto que se fixa como vestígio, um rastro técnico da experiência vivida. Uma janela do tempo que se abre e se fecha, sempre deslocada do presente. Retornar à memória é aceitar que não se apreende todo instante: como vestir uma roupa que encolheu diante do corpo que se expandiu.</p>
<p>A exposição transita nesse território do limiar, entre a translação e a fragmentação das horas. Atravessar o tempo na obra é perder-se na tradução – uma língua ainda oculta, velada. A fronteira entre realidade e ficção se mapeia em gestos táteis, em superfícies pictóricas, na palavra, na mancha, na pincelada. O que resta desse embate entre memória e esquecimento? Autoficção, cenografia mental, um heroísmo desorientado que já não encontra refúgio nos rituais coletivos e está destinado ao naufrágio.</p>
<p>A mostra convoca os vestígios da experiência e seus modos de suportabilidade: imagens que habitam o limiar da imaginação, onde a mudança, o fluxo e a transição se tornam matéria estética. Aqui, o limiar (Schwelle) não é apenas um espaço de passagem, mas uma dilatação do real, permitindo a transição entre estados de existência e percepção.</p>
<p>“Autoficção Enquanto Naufrágio” reúne os artistas Cosme S., Eco Zazu, Isadora Nicoladeli e Leonardo Sanchez, célebres por tantos naufrágios e névoas eternas. Apresenta trabalhos em diversas linguagens como pintura, animação, desenho digital e instalação virtual; convocando o público a um espaço de rememoração e atravessamento.</p>
<p style="text-align: right;">Isadora Nicoladeli</p>
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		<title>CRIADAS CRIATURAS, de Loro Lima</title>
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		<dc:creator><![CDATA[fcbadesc]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 May 2025 15:41:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ACERVO VIRTUAL]]></category>
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		<category><![CDATA[Arte Comtemporânea]]></category>
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<p><strong>LORO LIMA&nbsp;</strong></p>
<p>CURADORIA THAMI LUZ</p>
<p>ESPAÇO JARDIM | 15 DE MAIO A 14 DE AGOSTO</p>
<p>A obra “Dragão”, de Loro Lima, só pôde ser transportada pelo tecido. A pele, tramada e trançada pelo artista, constitui um estudo sobre a flexibilidade. Ao mesmo tempo em que a criatura provoca medo, ela também convida ao tato. A peça captura o movimento das entrelinhas, o espaço do entre, convidando você a adentrar. Assim, torna-se possível avistar todo o interior da criatura. Em termos percentuais, a quantidade de água na Terra e no corpo humano se assemelha – ambos são úmidos e quentes para que a vida floresça. O “Dragão”,<br />
que em algumas culturas é considerado um ser maléfico, enquanto em outras simboliza prosperidade, nos faz transitar entre aquilo que mostramos e o que preferimos esconder.</p>
<p>A criatura é criada pelos rituais, do enterro, o que é próprio de toda raiz, passando ao desenterro da ação humana, onde encontrava-se uma pata; e com garras. Processo da “(cria) (ação)”, para citar Loro. É como se seres humanos estivéssemos aqui para desenterrar. De fato, a parte mais difícil na hora de mover o bicho, do ninho para o jardim da Fundação Cultural BADESC, foi o agarrar da pata. Mais uma vez Loro Lima nos move entre o vazio e o apego.</p>
<p>Atualmente ritualizamos mais as coisas do que os encontros, a rapidez com que descartamos, a pouca atenção que nos damos, conversas ansiosas antecipadas pela imagem abusiva da despedida, ou da resposta na ponta da língua. Despedir-se virou uma questão de lugar que sobra. Acelerado consumo. Loro é um questionador do distanciamento entre homem e natureza. Incapazes nos tornamos de duvidar da linha reta ou da curva perigosa, deixando-nos ocupados para então ignorar as margens e os rejeitos. Aquilo que separa o carbono do abono é o tempo.</p>
<p>Projeto acelerado na era da plataformização da vida, onde indivíduos isolados em seus aparelhos tecnológicos configuram um corpo-máquina acoplado. O silício não é capaz de formar ligações tão estáveis e essenciais para a vida como o carbono. Na sociologia falamos muito das desigualdades de raça, gênero e classe social fazendo uso dos conceitos de marginalização, pessoas que dificilmente ocupariam o centro se encontrando mais bem pelos cantos. É também pelos cantos que todo material que agora compõe o “Dragão” foi encontrado. Loro Lima nos revela o efeito teoria, como se toda denúncia se transformasse em alimento do “Dragão”. Loro, pelo tecido tramado da sensibilidade e profundidade de sua arte, nos aproxima desse bicho sempre faminto, nos posiciona de frente, dessa necessidade de encarar tudo aquilo que rejeitamos. Incluímos aos humanos as demais espécies, outrora idealizadas como monstros, principalmente quando originárias das profundezas do mar. E não seríamos criadas criaturas?</p>
<p>O mar tem essa capacidade de revelar os restos de fragmentos humanos, expostos nas planícies das praias. Afinal as intransigências do mundo parecem se mover de forma mais acelerada. No fundo o “Dragão” do Loro é sobre tudo aquilo que não queremos ver. E é impressionante como no jardim da Fundação Cultural BADESC o “Dragão”, depois da reviravolta do traslado, se ergueu todo empinado como se dizendo: me olhem. O que atualmente nos resta contemplar é o “Dragão”.</p>
<p style="text-align: right;">Thami Luz</p>
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